Ficha Técnica

192 páginas / 165 x 230 mm
ISBN: 9789898145772 / PVP: 14,90€
1.ª Edição: novembro 2016
1.ª Reimpressão: junho 2019

© Rights sold: Brazilian Portuguese, Dutch, Spanish (Latin America)

Há semanas que ando a escrever-te. Não sei bem porquê. Não sei bem para quê. Quem és tu, Júlio Pirata? Ando a pensar na nossa história. Desde o princípio. Desde o primeiro encontro. Desde a primeira pergunta: “És menino ou menina?”
Eu sou uma menina por tua causa, Júlio. Deixei crescer o cabelo para ti, furei as orelhas para ti. Eu vivo e morro para ti. Todos os meses tenho o período, morro um bocadinho e penso em ti. Tu dizes: “Morreste!” E eu morro. Atiro-me para o chão de qualquer maneira.
E eu não quero isso. Eu nunca mais quero morrer, Júlio. Eu quero viver para sempre. Todos os minutos de todas as horas de todos os dias. 

Numa longa carta dirigida a Júlio Pirata, Maria João faz o balanço dos anos vividos na praceta que ambos partilharam durante a infância e a adolescência.
Entre a mágoa e o humor, Maria João organiza os seus pensamentos e emoções, concentrando forças para inaugurar um novo capítulo da sua história.

Depois de “Supergigante”,  Ana Pessoa regressa com uma história intensa que capta magistralmente a adolescência, num livro com ilustrações de Bernardo P. Carvalho que vai conquistar todos os leitores adolescentes e adultos que apreciem grandes obras literárias.

Recomendado para leitores maiores de 14 anos.

 

Este livro pertence à coleção 2 Passos e 1 Salto.

Ficha Técnica

192 páginas / 165 x 230 mm
ISBN: 9789898145772 / PVP: 14,90€
1.ª Edição: novembro 2016
1.ª Reimpressão: junho 2019

© Rights sold: Brazilian Portuguese, Dutch, Spanish (Latin America)

PVP: 14,90€*

13,41
* O preço final inclui 10% de desconto do editor

Prémios e Menções

Aconselhado — Plano Nacional de Leitura

Selecionado — Melhores livros do ano, pelo Banco del Libro, Venezuela (2020)

Recomendado — Prémio Fundación Cuatrogatos (2020)

Recomendado — Guia de livros infantis e juvenis IBBY, México (2020)

Seleccionado — White Raven 2017

Recomendado — Altamente Recomendável, categoria “Literatura em Língua Portuguesa”, FNLIJ 2016 (Brasil)

O que se diz

Provavelmente o melhor livro juvenil português da década.
Revista Blimunda, abril-maio 2019

Ana Pessoa está para literatura juvenil desta década como a Alice Vieira esteve para a década de 80 e a Ana Saldanha para a de 90. Cada uma delas a marcar uma mudança de paradigma em termos da escrita para jovens.
Ana Margarida Ramos, Professora e Investigadora (Universidade de Aveiro), 23/11/2016 

Mary John representa um salto de gigante, um golpe certeiro feito de risco e ousadia, quer no domínio da linguagem estilística quer na incursão por temas tidos como tabu. Raro, muito raro um romance juvenil que se aventura pelos temas da sedução amorosa, da descoberta do corpo e da sexualidade sem nunca resvalar para o lugar comum nem para a moralidadezinha.
Carla Maia de Almeida, blogue O Jardim Assombrado, 09/01/2017

Combinando a prosa ágil e inteligente de Ana Pessoa (autora de “Supergigante”) com as fabulosas ilustrações de Bernardo P. Carvalho, “Mary John” é uma viagem fascinante pelos labirintos da adolescência, contada por quem o viveu, durante a difícil mas necessária travessia.
José Mário Silva, Expresso online,  23/12/2016

Seleção “Melhores livros editados em 2016” (jornal Expresso)
Destaque absoluto para o romance “Mary John” de Ana Pessoa, um daqueles volumes com a etiqueta “juvenil” que lemos com a certeza de ser uma narrativa absolutamente memorável e universal.
Sara Figueiredo Costa, jornal Expresso, 22/12/2016

“Melhor livro do ano” para o blogue Bicho dos Livros

O que esta novela consegue, e por isso é literatura de primeira água, é conjugar o singular com o universal. Rejeita a moral, o paradigma social e traz uma história de vida de uma rapariga filha de pais separados que idealiza uma relação especial e imutável com o melhor amigo, vizinha da praceta.
Andreia Brites, revista Blimunda, dezembro 2016

Ana Pessoa volta a surpreender com uma história intensa, cativante e imperdível. Um porto de abrigo onde qualquer adolescente se encontra e os adultos devem entrar.
Blogue Hipopómatos na Lua, 22/12/2016

Ana Pessoa abriu uma clareira na ficção portuguesa destinada um público juvenil. (…)
Mais do que uma novela epistolar, o livro acaba sendo um diário porque a carta estende-se no tempo e engole a vida toda da rapariga, a sua procura de um lugar que seja seu, de uma voz, de um caminho. Ana Pessoa capta todas as reverberações deste processo de descoberta, com uma prosa rica, elástica, de fôlego romanesco, não deixando de ser verosímil no tom, credível nos diálogos, e acessível aos leitores a que se destina (“maiores de 14 anos”, como se lê na contracapa). Aos adultos, a leitura também se recomenda, seja como regresso às respetivas adolescências, seja como exemplo de fruição literária.
José Mário Silva, jornal Expresso, 30/04/2017